Em 1992, o Cetec inaugurou o Curso Técnico Especial de Cervejaria, por meio de um convênio firmado com as cervejarias Antártica, Brahma e Kaiser, que se reuniram com a Fundação Hans Seidel, ligada ao governo do Estado da Baviera, na Alemanha; com a Krones, fabricante alemã de equipamentos cervejeiros; e com a Doemens Akademie, tradicional escola técnica formadora de mão-de-obra cervejeira.
Para viabilizar o curso, foi montada uma planta-piloto com equipamentos alemães de última geração, capaz de produzir 550 litros de cerveja por processo. Dessa forma, com a força da parceria, foi criada a mais moderna escola de cervejaria da América Latina, que forma profissionais dentro dos rigorosos padrões estabelecidos pelos famosos mestres cervejeiros da Alemanha.
A cervejaria-escola, que ocupa uma área de dois mil metros quadrados, dos 11 mil do centro, é formada pelos setores de maltearia – com capacidade para processar 110 quilogramas de malte de cevada –, cozimento, fermentação, maturação, filtragem e enchimento de barris e de garrafas (cerca de 3 mil garrafas/hora).
O curso de técnico especialista em cervejaria do SENAI-RJ tem duração de 1 ano, com seis módulos, e é realizado por meio do sistema dual, que intercala períodos de aprendizagem na cervejaria-escola e numa das fábricas conveniadas. O aluno precisa cumprir uma programação obrigatória antes de cada módulo, e o curso começa com um estágio de três meses na fábrica, seguido de um período de cinco semanas na escola, para aulas práticas e teóricas. Quando estão nas fábricas, os alunos permanecem sob supervisão de mestres cervejeiros, que enviam relatórios à escola sobre o desempenho de cada um.
Além do curso técnico, a cervejaria-escola promove seminários e cursos de curta duração, para atender a necessidades específicas, tanto de indústrias brasileiras quanto estrangeiras, em parceria com entidades como o Conselho Brasileiro de Tecnólogos em Cerveja e Malte (Cobracem) e a Associação Latino-Americana de Fabricantes de Cerveja (Alaface).
Ao completar o curso técnico em cervejaria, além do diploma do SENAI-RJ – válido em todo o país e reconhecido pelo Conselho de Educação do Rio de Janeiro –, o aluno recebe um certificado expedido pela Câmara de Indústria e Comércio de Munique e da Baviera Superior. Com ele, o técnico pode se formar em mestre cervejeiro na Alemanha sem a obrigação de prestar exame de aptidão profissional, bastando comprovar experiência prática de dois anos após a conclusão do curso. O Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA-RJ) também concede ao formando o registro profissional.
Mais informações: (24) 2471-1004 (24) 2471-1004
alimento@alimentos.senai.br
www.alimentos.senai.br
sábado, 6 de novembro de 2010
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Encontros cervejeiros
Na última segunda-feira, dia 1, tivemos um encontro de cervejeiros no Estúdio S, na Curva do S, ao som de boa música (jazz de primeiríssima), com a participação de grandes músicos petropolitanos. Houve a degustação de artesanais, conhecemos novos amigos e demonstramos nossas criações. Foi legal saber que tem mais e mais gente produzindo e mais gente interessada em cervejas em nossa cidade! Que venham outros! Saúde!
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Harmonização com Cervejas - Coluna Momento da Cerveja - Taruíra Jornal - Ano I - Número 5
Desta vez, vamos falar sobre um assunto que muito fascina aos “bons de mesa” ou interessados por gastronomia, aqueles que sentem prazer em se sentar a uma mesa com boa comida e boa bebida: a harmonização. Quando se pensa em comer bem, logo nos vem ao pensamento também a questão de qual bebida poderá se relacionar com o tal prato. Esta deverá complementar ou contrastar e assim transformar as simples ações de comer e beber em uma agradável experiência gastronômica.
Não é novidade que os vinhos geralmente são os mais lembrados nestes momentos e que harmonizam muito bem com os alimentos. Porém, a cerveja também pode desempenhar um excelente papel na combinação com ingredientes gastronômicos. Ela pode até oferecer características que não serão encontradas na maioria dos vinhos. Uma delas é a carbonatação, por exemplo, que age na limpeza e ativação das papilas gustativas acentuando assim os sabores das preparações. A outra vem de um dos quatro componentes da cerveja, o lúpulo. Seu amargor característico estimula o apetite e reduz a camada de gordura que fica na boca. E ainda os aromas e sabores torrados ou caramelizados de algumas cervejas que poderão acompanhar perfeitamente alguns pratos.
O sommelier especialista em cervejas Daniel Wolff explica: “A regra básica para harmonizações entre bebidas e comidas é que os sabores e aromas do alimento não se sobreponham ao da bebida, e vice-versa. As harmonizações podem ter como objetivo equalizar, complementar ou contrastar os sabores e sensações do que se come com o que se bebe”.
Para que alcancemos sucesso e possamos tirar melhor proveito da harmonização da cerveja com um prato, é preciso conhecer as características básicas da cerveja a ser servida e a identificação dos ingredientes presentes na receita do prato, combinando-os de maneira que não haja sobreposição de um sobre o outro. As harmonizações podem ser por corte (quando certos elementos da cerveja “quebram” a gordura presente no prato, limpando o paladar), contraste (quando características diferentes acabam por valorizar prato e cerveja) ou semelhança (quando ambos se assemelham em seus elementos sensoriais, ressaltando suas qualidades).
Lembre-se que cervejas são versáteis e diversas em estilo, aroma, sabor, corpo, amargor, cor, teor alcoólico, acidez, entre outras características. Isso nos permite grandes experiências tanto na complementação quanto no contraste com os sabores da comida. Abaixo seguem algumas dicas para que você obtenha o melhor resultado possível durante uma refeição regada a cervejas especiais:
• Cervejas leves acompanham comidas leves, enquanto cervejas mais fortes, intensas e encorpadas harmonizam melhor com comidas mais pesadas e gordurosas
• Pense em Ales (de aromas e sabores mais complexos) como Vinho Tinto e Lagers (mais leves, com aromas e sabores mais suaves) como Vinho Branco.
• Quanto mais escura a cerveja (de maltes escuros, de sabor tostado e/ou adocicado) mais escura deve ser a comida da harmonização, combinando bem com os mesmos sabores das comidas bem assadas ou grelhadas.
• Quanto mais picante for a comida, mais lupulada e amarga deve ser a cerveja. O lúpulo consegue cortar bem o efeito das pimentas, permitindo que você consiga sentir melhor os sabores tanto do prato quanto da cerveja.
• Deixe que a região seja seu guia. Cervejas e comidas originárias da mesma região quase sempre funcionam bem juntas.
• Ter atenção especial à seqüência em que são servidas as cervejas. Se você planeja servir cervejas de diferentes estilos, prefira começar com mais leves, tanto em sabores quanto em álcool, evoluindo para cervejas mais complexas e encorpadas no final. O mesmo vale para cervejas secas e doces. Comece pelas secas.
Este assunto não é uma ciência exata e cada novo teste pode trazer enormes surpresas recheadas de inúmeras possibilidades. Então tente, invente, surpreenda-se!
Confira muito mais dicas no blog http://cervej.blogspot.com (Cerveja Artesanal de Petrópolis)
Fonte:
http://www.mestre-cervejeiro.com/
http://www.brejas.com.br/
http://www.beerlife.com.br/
Não é novidade que os vinhos geralmente são os mais lembrados nestes momentos e que harmonizam muito bem com os alimentos. Porém, a cerveja também pode desempenhar um excelente papel na combinação com ingredientes gastronômicos. Ela pode até oferecer características que não serão encontradas na maioria dos vinhos. Uma delas é a carbonatação, por exemplo, que age na limpeza e ativação das papilas gustativas acentuando assim os sabores das preparações. A outra vem de um dos quatro componentes da cerveja, o lúpulo. Seu amargor característico estimula o apetite e reduz a camada de gordura que fica na boca. E ainda os aromas e sabores torrados ou caramelizados de algumas cervejas que poderão acompanhar perfeitamente alguns pratos.
O sommelier especialista em cervejas Daniel Wolff explica: “A regra básica para harmonizações entre bebidas e comidas é que os sabores e aromas do alimento não se sobreponham ao da bebida, e vice-versa. As harmonizações podem ter como objetivo equalizar, complementar ou contrastar os sabores e sensações do que se come com o que se bebe”.
Para que alcancemos sucesso e possamos tirar melhor proveito da harmonização da cerveja com um prato, é preciso conhecer as características básicas da cerveja a ser servida e a identificação dos ingredientes presentes na receita do prato, combinando-os de maneira que não haja sobreposição de um sobre o outro. As harmonizações podem ser por corte (quando certos elementos da cerveja “quebram” a gordura presente no prato, limpando o paladar), contraste (quando características diferentes acabam por valorizar prato e cerveja) ou semelhança (quando ambos se assemelham em seus elementos sensoriais, ressaltando suas qualidades).
Lembre-se que cervejas são versáteis e diversas em estilo, aroma, sabor, corpo, amargor, cor, teor alcoólico, acidez, entre outras características. Isso nos permite grandes experiências tanto na complementação quanto no contraste com os sabores da comida. Abaixo seguem algumas dicas para que você obtenha o melhor resultado possível durante uma refeição regada a cervejas especiais:
• Cervejas leves acompanham comidas leves, enquanto cervejas mais fortes, intensas e encorpadas harmonizam melhor com comidas mais pesadas e gordurosas
• Pense em Ales (de aromas e sabores mais complexos) como Vinho Tinto e Lagers (mais leves, com aromas e sabores mais suaves) como Vinho Branco.
• Quanto mais escura a cerveja (de maltes escuros, de sabor tostado e/ou adocicado) mais escura deve ser a comida da harmonização, combinando bem com os mesmos sabores das comidas bem assadas ou grelhadas.
• Quanto mais picante for a comida, mais lupulada e amarga deve ser a cerveja. O lúpulo consegue cortar bem o efeito das pimentas, permitindo que você consiga sentir melhor os sabores tanto do prato quanto da cerveja.
• Deixe que a região seja seu guia. Cervejas e comidas originárias da mesma região quase sempre funcionam bem juntas.
• Ter atenção especial à seqüência em que são servidas as cervejas. Se você planeja servir cervejas de diferentes estilos, prefira começar com mais leves, tanto em sabores quanto em álcool, evoluindo para cervejas mais complexas e encorpadas no final. O mesmo vale para cervejas secas e doces. Comece pelas secas.
Este assunto não é uma ciência exata e cada novo teste pode trazer enormes surpresas recheadas de inúmeras possibilidades. Então tente, invente, surpreenda-se!
Confira muito mais dicas no blog http://cervej.blogspot.com (Cerveja Artesanal de Petrópolis)
Fonte:
http://www.mestre-cervejeiro.com/
http://www.brejas.com.br/
http://www.beerlife.com.br/
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
DICAS DE COMO HARMONIZAR CERVEJA NA GASTRONOMIA
Cervejas são versáteis e diversas em estilo, sabor, aroma, corpo, cor, amargor, acidez, teor alcoólico, entre outras características. Essa diversidade nos permite ter grandes experiências tanto complementando quanto contrastando com os sabores da comida. A cerveja certa melhora o sabor do seu prato.
Preparamos 13 dicas fáceis e úteis para que você obtenha a maior satisfação possível durante uma refeição regada a cervejas tradicionais:
1 - Pratos leves, cervejas leves. Procure equilibrar o nível de complexidade, peso e intensidade do prato com o da cerveja. Pratos de sabor leve e suave devem combinar com cervejas também leves. Cervejas encorpadas tendem a 'apagar' e se sobressair sobre o sabor de pratos leves. Pratos de sabor forte devem ser harmonizados com cervejas encorpadas e de sabor intenso. Por exemplo, camarão combina com Weizenbier ou Kölsch (cervejas suaves, de baixo amargor). Feijoada combina com Dunkel, Rauchbier e Weizenbock (sabores fortes tostados, terrosos, defumados e caramelizados).
2 - Combine sabores semelhantes. Procure unir doce ao doce e ácido ao ácido. Harmonize uma levemente ácida Weizenbier com um Ceviche (peixe marinado no limão). Pato com molhos adocicados (de frutas e/ou redução de vinhos) combina bem com Doppelbock, Bock, Weizenbock e Cream Stouts (doces).
3 - De vez em quando ignore as dicas anteriores e faça novas experiências. Teste o contraste de sabores (Stout com ostras), assim como novas formas de complementação. Você vai se surpreender com o que pode descobrir.
4 - Se você é conhecedor de vinhos, pense em uma Ale escura como um vinho tinto e em uma Lager clara como um vinho branco. Pense em cervejas de alto amargor como vinhos bem ácidos ou com bastante tanino.
5 - Gosto é subjetivo. Cada pessoa percebe sabores e aromas de uma forma muito particular. Não fique restrito a regras. Se estiver bom pra você, relaxe e aproveite. Mas esteja sempre aberto a sugestões.
6 - Em um 'Beer Dinner' (jantar com cerveja), procure servir as cervejas e pratos mais leves primeiro, crescendo em peso e intensidade no decorrer da refeição, para que as mais encorpadas não façam com que as leves pareçam 'aguadas'. O mesmo vale para cervejas secas (amargas) e doces. Comece pelas secas.
7 - Carbonatação: o CO2 presente na cerveja tem a capacidade de limpar os sabores fortes e gordurosos da comida e deixar sua boca pronta para a próxima garfada, como se cada uma fosse a primeira. Prove uma Dunkel com uma costela ou feijoada e verá o resultado. O CO2 refresca o paladar e concentra os aromas da cerveja, fazendo-os chegar ao seu nariz.
8 - Amargor: o amargor estimula o apetite e é o contrapeso para o açúcar residual deixado pelo malte. Com uma função parecida com a da carbonatação, o amargor tem a capacidade de limpar o paladar, cortando a gordura e os sabores de pratos pesados. Prefira pratos apimentados e gordurosos com cervejas de alto amargor, como as IPA (India pale Ale), Pale Ale e Amber Lager.
9 – Identifique o elemento mais forte. Procure encontrar no prato o ingrediente de sabor e aroma mais intenso. Ele pode ser a carne, o molho ou o acompanhamento. Combine a cerveja com esse elemento mais forte.
10 – Evite cervejas muito alcoólicas com pratos apimentados. O álcool intensifica a força da pimenta.
11 – Dois sabores iguais presentes no prato e na cerveja, quando combinados, tem a sua percepção reduzida. Cerveja defumada combinando com prato defumado diminui a percepção de defumação em ambos. Prato doce com cerveja doce diminui a percepção adocicada em ambos.
12- Cervejas doces e sabores torrados: cervejas com bastante açúcar residual (Bock, Weizenbock, Barley Wine, Cream Stout) combinam com pratos com molhos adocicados e molhos agridoces, presentes na comida chinesa, por exemplo. Cervejas feitas com malte torrado apresentam sabores de torrefação, parecidos com o de um café expresso (Schwarzbier, Dunkel, Stout). Esses sabores combinam perfeitamente com comidas grelhadas e com sobremesas de chocolate.
13 - Cerveja com sobremesa: a cerveja certa pode combinar maravilhosamente bem com sobremesas. Imperial Stouts (açúcar residual, malte torrado), combina bem com chocolates meio amargos. Kriek belga (cerveja feita com cereja, frutada) combina bem com sorvete de baunilha ou com cheesecake.
Fonte: Eisenbahn - www.eisenbahn.com.br
Preparamos 13 dicas fáceis e úteis para que você obtenha a maior satisfação possível durante uma refeição regada a cervejas tradicionais:
1 - Pratos leves, cervejas leves. Procure equilibrar o nível de complexidade, peso e intensidade do prato com o da cerveja. Pratos de sabor leve e suave devem combinar com cervejas também leves. Cervejas encorpadas tendem a 'apagar' e se sobressair sobre o sabor de pratos leves. Pratos de sabor forte devem ser harmonizados com cervejas encorpadas e de sabor intenso. Por exemplo, camarão combina com Weizenbier ou Kölsch (cervejas suaves, de baixo amargor). Feijoada combina com Dunkel, Rauchbier e Weizenbock (sabores fortes tostados, terrosos, defumados e caramelizados).
2 - Combine sabores semelhantes. Procure unir doce ao doce e ácido ao ácido. Harmonize uma levemente ácida Weizenbier com um Ceviche (peixe marinado no limão). Pato com molhos adocicados (de frutas e/ou redução de vinhos) combina bem com Doppelbock, Bock, Weizenbock e Cream Stouts (doces).
3 - De vez em quando ignore as dicas anteriores e faça novas experiências. Teste o contraste de sabores (Stout com ostras), assim como novas formas de complementação. Você vai se surpreender com o que pode descobrir.
4 - Se você é conhecedor de vinhos, pense em uma Ale escura como um vinho tinto e em uma Lager clara como um vinho branco. Pense em cervejas de alto amargor como vinhos bem ácidos ou com bastante tanino.
5 - Gosto é subjetivo. Cada pessoa percebe sabores e aromas de uma forma muito particular. Não fique restrito a regras. Se estiver bom pra você, relaxe e aproveite. Mas esteja sempre aberto a sugestões.
6 - Em um 'Beer Dinner' (jantar com cerveja), procure servir as cervejas e pratos mais leves primeiro, crescendo em peso e intensidade no decorrer da refeição, para que as mais encorpadas não façam com que as leves pareçam 'aguadas'. O mesmo vale para cervejas secas (amargas) e doces. Comece pelas secas.
7 - Carbonatação: o CO2 presente na cerveja tem a capacidade de limpar os sabores fortes e gordurosos da comida e deixar sua boca pronta para a próxima garfada, como se cada uma fosse a primeira. Prove uma Dunkel com uma costela ou feijoada e verá o resultado. O CO2 refresca o paladar e concentra os aromas da cerveja, fazendo-os chegar ao seu nariz.
8 - Amargor: o amargor estimula o apetite e é o contrapeso para o açúcar residual deixado pelo malte. Com uma função parecida com a da carbonatação, o amargor tem a capacidade de limpar o paladar, cortando a gordura e os sabores de pratos pesados. Prefira pratos apimentados e gordurosos com cervejas de alto amargor, como as IPA (India pale Ale), Pale Ale e Amber Lager.
9 – Identifique o elemento mais forte. Procure encontrar no prato o ingrediente de sabor e aroma mais intenso. Ele pode ser a carne, o molho ou o acompanhamento. Combine a cerveja com esse elemento mais forte.
10 – Evite cervejas muito alcoólicas com pratos apimentados. O álcool intensifica a força da pimenta.
11 – Dois sabores iguais presentes no prato e na cerveja, quando combinados, tem a sua percepção reduzida. Cerveja defumada combinando com prato defumado diminui a percepção de defumação em ambos. Prato doce com cerveja doce diminui a percepção adocicada em ambos.
12- Cervejas doces e sabores torrados: cervejas com bastante açúcar residual (Bock, Weizenbock, Barley Wine, Cream Stout) combinam com pratos com molhos adocicados e molhos agridoces, presentes na comida chinesa, por exemplo. Cervejas feitas com malte torrado apresentam sabores de torrefação, parecidos com o de um café expresso (Schwarzbier, Dunkel, Stout). Esses sabores combinam perfeitamente com comidas grelhadas e com sobremesas de chocolate.
13 - Cerveja com sobremesa: a cerveja certa pode combinar maravilhosamente bem com sobremesas. Imperial Stouts (açúcar residual, malte torrado), combina bem com chocolates meio amargos. Kriek belga (cerveja feita com cereja, frutada) combina bem com sorvete de baunilha ou com cheesecake.
Fonte: Eisenbahn - www.eisenbahn.com.br
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Produção em breve!
Após um período de paralisação na nossa produção, estamos prestes a voltar a produzir a nossa cerveja artesanal. O motivo da pausa foi a mudança de endereço do Alexandre Christo, que está indo da Castelânea para Araras. Como nossa fabricação era na casa dele, tivemos que aguardar a mudança, que ocupou a parte livre de seu tempo nos últimos meses com as reformas necessárias na casa nova. Lá teremos nosso espaço para produzir (na antiga casa dividíamos espaço com sua doce mãe Dulce e suas delícias). Não vejo a hora da próxima espreitada! Até a volta!
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
A CERVEJA ARTESANAL NO BRASIL
Todos nós sabemos que o brasileiro é um amante incondicional da cerveja. Mas a maioria conhece e gosta mais precisamente das cervejas claras e de baixa fermentação, ou seja, as “Pilsen”. Porém, uma legião de apreciadores e amantes de cervejas começou a se interessar por um produto de mais qualidade, e se colocam dispostos até a pagar um pouco mais por algo diferenciado: a cerveja especial ou artesanal.
É um mercado que cresce e vem demonstrando que o interesse desses apreciadores tem aumentado à medida que conhecem as possibilidades de degustação, harmonização e a variação de sabores, texturas, tons, aromas e perfumes.
Surge assim esse movimento que, talvez, antes apenas os colonizadores alemães ou seus descendentes haviam feito no Brasil, o das produções caseiras. Muitos fazem suas próprias cervejas apenas por hobbie e pelo prazer de poder beber a sua própria. Mas para outros a “brincadeira” vira um negócio. E assim vão nascendo as cervejas especiais brasileiras.
Em 2006 nasceu a Associação dos Cervejeiros Artesanais Cariocas, a Acerva Carioca: Um grupo que se reúne para compartilhar conhecimentos e produzir cerveja artesanal de alta qualidade.
Com esse espírito a Acerva Carioca cresceu, possuindo hoje cerca de 120 associados. Todos com o interesse voltado para a participação em uma série de eventos, cursos, concursos e encontros em devoção a cerveja ou apenas para fazer amigos e simplesmente produzir.
Esse modelo de associação cervejeira em função da amizade e compartilhamento de informações funcionou tão bem que em 02 anos se expandiu surgindo em outros estados, como a Acerva Paulista, a Mineira, a Catarinense e a Gaúcha, entre outras. Hoje existem concursos nacionais, realizados entre as Acervas, com forte presença de quem mais entende de cervejas artesanais no Brasil e de toda imprensa especializada. E ainda contam com o apoio das micro cervejarias brasileiras.
Existem hoje no Brasil aproximadamente 100 micros cervejarias. Santa Catarina é o estado que possui o maior número delas, devido à paixão dos catarinenses pela cerveja e sua forte colonização germânica. Lá, há uma rota turística das cervejas artesanais e micro cervejarias. A cidade de Blumenau é o principal pólo, onde estão sediadas as cervejarias Bierland e Eisenbahn (hoje já uma propriedade da Schincariol). Em Brusque, 40 km distante de Blumenau, há a Zehn Bier. Depois as descobertas continuam em Indaial com a Heimat, em Timbó com a Borck e em Treze Tílias encontrando a Micro Cervejaria Bierbaum.
As micro cervejarias brasileiras produzem cervejas de primeira qualidade, seguindo estilos alemães, belgas e ingleses de produção de cervejas. Algumas delas, inclusive, já conquistaram títulos internacionais.
Cervejas de alta qualidade, com aroma, paladar diferenciado, somente ingredientes de primeira qualidade e com muito amor no processo de produção, garantem resultados incríveis. Esse é o espírito da cerveja artesanal: conquistar amigos e seguidores apaixonados por esse líquido maravilhoso, a cerveja.
Autores: Matheus Taboada e Alexandre Christo
Fontes: http://www.overmundo.com.br/overblog/rota-catarinense-de-cervejas-artesanais
http://www.brejas.com.br/cervejas-artesanais.shtml
É um mercado que cresce e vem demonstrando que o interesse desses apreciadores tem aumentado à medida que conhecem as possibilidades de degustação, harmonização e a variação de sabores, texturas, tons, aromas e perfumes.
Surge assim esse movimento que, talvez, antes apenas os colonizadores alemães ou seus descendentes haviam feito no Brasil, o das produções caseiras. Muitos fazem suas próprias cervejas apenas por hobbie e pelo prazer de poder beber a sua própria. Mas para outros a “brincadeira” vira um negócio. E assim vão nascendo as cervejas especiais brasileiras.
Em 2006 nasceu a Associação dos Cervejeiros Artesanais Cariocas, a Acerva Carioca: Um grupo que se reúne para compartilhar conhecimentos e produzir cerveja artesanal de alta qualidade.
Com esse espírito a Acerva Carioca cresceu, possuindo hoje cerca de 120 associados. Todos com o interesse voltado para a participação em uma série de eventos, cursos, concursos e encontros em devoção a cerveja ou apenas para fazer amigos e simplesmente produzir.
Esse modelo de associação cervejeira em função da amizade e compartilhamento de informações funcionou tão bem que em 02 anos se expandiu surgindo em outros estados, como a Acerva Paulista, a Mineira, a Catarinense e a Gaúcha, entre outras. Hoje existem concursos nacionais, realizados entre as Acervas, com forte presença de quem mais entende de cervejas artesanais no Brasil e de toda imprensa especializada. E ainda contam com o apoio das micro cervejarias brasileiras.
Existem hoje no Brasil aproximadamente 100 micros cervejarias. Santa Catarina é o estado que possui o maior número delas, devido à paixão dos catarinenses pela cerveja e sua forte colonização germânica. Lá, há uma rota turística das cervejas artesanais e micro cervejarias. A cidade de Blumenau é o principal pólo, onde estão sediadas as cervejarias Bierland e Eisenbahn (hoje já uma propriedade da Schincariol). Em Brusque, 40 km distante de Blumenau, há a Zehn Bier. Depois as descobertas continuam em Indaial com a Heimat, em Timbó com a Borck e em Treze Tílias encontrando a Micro Cervejaria Bierbaum.
As micro cervejarias brasileiras produzem cervejas de primeira qualidade, seguindo estilos alemães, belgas e ingleses de produção de cervejas. Algumas delas, inclusive, já conquistaram títulos internacionais.
Cervejas de alta qualidade, com aroma, paladar diferenciado, somente ingredientes de primeira qualidade e com muito amor no processo de produção, garantem resultados incríveis. Esse é o espírito da cerveja artesanal: conquistar amigos e seguidores apaixonados por esse líquido maravilhoso, a cerveja.
Autores: Matheus Taboada e Alexandre Christo
Fontes: http://www.overmundo.com.br/overblog/rota-catarinense-de-cervejas-artesanais
http://www.brejas.com.br/cervejas-artesanais.shtml
quarta-feira, 30 de junho de 2010
A Cerveja Bohemia de Petrópolis, novamente...
Fundada no século XIX, pelo colono alemão Henrique Kremer, a Cervejaria Bohemia preservou as características das cervejas alemães da época, com uma produção de seis mil garrafas por mês e se tornando a primeira cerveja pilsen produzida no Brasil. Na época, a distribuição era feita por meio de charretes e as vendas diretamente. Apelidada pela família real de “Ouro liquido” por seu sabor apurado, se tornou uma marca da cidade de Petrópolis.
Mais tarde, algumas adequações ao mercado da época foram sendo feitas, como as vendas passar a serem realizadas por revendedores da região de Petrópolis, no Rio de Janeiro e a alteração das características amargas e fortes das cervejas alemães para entrar em conformidade com as marcas concorrentes e assim deixando seu sabor mais leve e menos amargo, como é hoje.
No ano de 1960, foi incorporada pela Cervejaria Antártica Paulista com uma produção já de dez mil dúzias por mês e atualmente faz parte da gigante AmBev.
Portanto, em outrora conhecida como a verdadeira e única cerveja de Petrópolis e considerada durante muito tempo um patrimônio petropolitano, a Cerveja Bohemia há alguns anos, mais exatamente em 1998, deixou de ser fabricada em nossa cidade. Ela atraía apreciadores que as procurava como algo que não poderia deixar de ser feito em uma visita à Cidade Imperial: Beber uma Bohemia de Petrópolis. Cerveja essa que inclusive trazia em seu rótulo a informação de sua produção em nossa cidade, como fortalecimento de sua marca. Enfim, fora uma grande perda.
Agora a boa notícia. No dia 02 de junho, em cerimônia realizada no auditório do Museu Imperial, a AmBev anunciou a reabertura da Cervejaria Bohemia em Petrópolis. O projeto será viabilizado em parceria com o Governo do Estado do Rio de Janeiro e a Prefeitura de Petrópolis. O evento contou com a presença do Governador do Estado Sérgio Cabral, do Prefeito Paulo Mustrangi, do diretor de Marketing da Bohemia, o petropolitano Pedro de Sá Earp e do Secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado Júlio Lopes, entre outros convidados.
Além da fabricação, o projeto inovador pretende levar o visitante a conhecer a fábrica da cerveja, a visitar o Museu da Cerveja (com o maior acervo da América Latina), um centro de excelência de conhecimento cervejeiro e o Centro de Tradições Petropolitanas, bem como participar de atividades interativas, degustação e muito mais. Uma experiência única!
A antiga fábrica será totalmente revitalizada, vai gerar em um primeiro momento 120 empregos diretos e indiretos e terá capacidade de produzir 100 mil hectolitros (10 milhões de litros) anuais de cerveja, entre elas edições especiais da marca, além de permitir que os seus visitantes conheçam mais a fundo a cultura cervejeira.
As obras já foram iniciadas e tem a previsão para conclusão em dezembro de 2010, onde começará o processo de fabricação da cerveja. Porém a abertura para visitação pública apenas acontecerá no próximo aniversário da cidade, em 16 de março de 2011, com a conclusão total do projeto.
Só na reativação da fábrica de Petrópolis e a implantação do Museu da Cerveja e do Centro de Tradições Petropolitanas serão investidos cerca de R$ 40 milhões. O projeto enriquecerá a vida cultural e social da cidade se tornando mais um ponto de atração para turistas.
Fontes: http://www.thebest.blog.br/cervejaria-bohemia-retorna-a-sua-antiga-fabrica-em-petropolis/
http://www.cacadoresdecerveja.com.br/component/content/article/92-economia/309-bohemia-volta-as-suas-origens-e-reativara-primeira-cervejaria-do-brasil.html
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