quarta-feira, 30 de junho de 2010

A Cerveja Bohemia de Petrópolis, novamente...


Fundada no século XIX, pelo colono alemão Henrique Kremer, a Cervejaria Bohemia preservou as características das cervejas alemães da época, com uma produção de seis mil garrafas por mês e se tornando a primeira cerveja pilsen produzida no Brasil. Na época, a distribuição era feita por meio de charretes e as vendas diretamente. Apelidada pela família real de “Ouro liquido” por seu sabor apurado, se tornou uma marca da cidade de Petrópolis.

Mais tarde, algumas adequações ao mercado da época foram sendo feitas, como as vendas passar a serem realizadas por revendedores da região de Petrópolis, no Rio de Janeiro e a alteração das características amargas e fortes das cervejas alemães para entrar em conformidade com as marcas concorrentes e assim deixando seu sabor mais leve e menos amargo, como é hoje. 

No ano de 1960, foi incorporada pela Cervejaria Antártica Paulista com uma produção já de dez mil dúzias por mês e atualmente faz parte da gigante AmBev. 

Portanto, em outrora conhecida como a verdadeira e única cerveja de Petrópolis e considerada durante muito tempo um patrimônio petropolitano, a Cerveja Bohemia há alguns anos, mais exatamente em 1998, deixou de ser fabricada em nossa cidade. Ela atraía apreciadores que as procurava como algo que não poderia deixar de ser feito em uma visita à Cidade Imperial: Beber uma Bohemia de Petrópolis. Cerveja essa que inclusive trazia em seu rótulo a informação de sua produção em nossa cidade, como fortalecimento de sua marca. Enfim, fora uma grande perda.

Agora a boa notícia. No dia 02 de junho, em cerimônia realizada no auditório do Museu Imperial, a AmBev anunciou a reabertura da Cervejaria Bohemia em Petrópolis. O projeto será viabilizado em parceria com o Governo do Estado do Rio de Janeiro e a Prefeitura de Petrópolis. O evento contou com a presença do Governador do Estado Sérgio Cabral, do Prefeito Paulo Mustrangi, do diretor de Marketing da Bohemia, o petropolitano Pedro de Sá Earp e do Secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado Júlio Lopes, entre outros convidados.

Além da fabricação, o projeto inovador pretende levar o  visitante a conhecer a fábrica da cerveja, a visitar o Museu da Cerveja (com o maior acervo da América Latina), um centro de excelência de conhecimento cervejeiro e o Centro de Tradições Petropolitanas, bem como participar de atividades interativas, degustação e muito mais. Uma experiência única!

A antiga fábrica será totalmente revitalizada, vai gerar em um primeiro momento 120 empregos diretos e indiretos e terá capacidade de produzir 100 mil hectolitros (10 milhões de litros) anuais de cerveja, entre elas edições especiais da marca, além de permitir que os seus visitantes conheçam mais a fundo a cultura cervejeira.

 As obras já foram iniciadas e tem a previsão para conclusão em dezembro de 2010, onde começará o processo de fabricação da cerveja. Porém a abertura para visitação pública apenas acontecerá no próximo aniversário da cidade, em 16 de março de 2011, com a conclusão total do projeto.

Só na reativação da fábrica de Petrópolis e a implantação do Museu da Cerveja e do Centro de Tradições Petropolitanas serão investidos cerca de R$ 40 milhões. O projeto enriquecerá a vida cultural e social da cidade se tornando mais um ponto de atração para turistas.



Fontes: http://www.thebest.blog.br/cervejaria-bohemia-retorna-a-sua-antiga-fabrica-em-petropolis/
http://www.cacadoresdecerveja.com.br/component/content/article/92-economia/309-bohemia-volta-as-suas-origens-e-reativara-primeira-cervejaria-do-brasil.html

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Chorinho com Taruíra

foto antiga - Catarina Maul
Ontem foi novamente dia de chorinho, com o Grupo Taruíra em ação em uma tarde linda, na Praça da Mosela. Todo primeiro domingo do mês eles estão presentiando essa comunidade com sua música da melhor qualidade. E em cada mês, nos domingos que decorrem do primeiro, estarão em outras praças da cidade levando cultura para as demais comunidades. Já passaram por Cascatinha, Praça Pasteur, e Madame Machado, em Itaipava. É um projeto apoiado pela Prefeitura Municipal de Petrópolis e Fundação de Cultura Turismo de Petrópolis. Em mais uma ação envolvendo o grupo, foi lançado neste mês de junho o segundo número do Taruíra Jornal. É um informativo mensal de distribuição gratuita que fala sobre cultura, do qual temos imenso orgulho de participar com uma coluna falando sobre cerveja. Cerveja e chorinho, tudo a ver! Obrigado a Catarina e à rapaziada do grupo pela oportunidade. À Breno Morais, Guto Menezes, Carlos Watkins, Tartaruga, Yuri Garrido e José Roberto Leão, parabéns por ajudarem a escrever a história da cultura em nossa cidade!

terça-feira, 1 de junho de 2010

Classificação das cervejas: Estilos e tipos

Pouco se sabe do verdadeiro universo da cerveja. No Brasil, muitos conhecem apenas a tradicional cerveja gelada servida na grande maioria dos estabelecimentos, que são as Pilsen. Mas a variedade em tipos e estilos é muito maior do que imaginamos. Vamos começar comentando, baseados na legislação brasileira, que as cervejas poderão ser classificadas em: Pilsen, Export, Lager Dortmunder, München, Bock, Malzbier, Ale, Stout, Porter, Weissbier, Alt e outras, sempre se observando as características originais do produto.
Elas podem variar em teor alcoólico, amargor e em coloração, podendo ser escuras, claras, fortes, fracas, amargas e lupuladas ou frutadas. A grande variedade tornou necessária a tipificação e agrupamento em 03 grandes famílias: Ales, Lagers e Lambics. Segundo o site Beer Life, “Cada uma reúne uma série de características que as definem e nos auxiliam a identificar a família e sua prole. As famílias se ramificam e dão origem a muitos outros estilos diferentes”.
Quanto à fermentação (tipos de fermentos) podemos destacar as de alta fermentação como as Ale e as de baixa fermentação como as Lagers.
Em relação à classificação, podemos observar os 05 itens a seguir:
• Quanto ao extrato primitivo: em cerveja leve, cerveja comum, cerveja extra e cerveja forte.
• Quanto à cor: cerveja clara ou cerveja escura.
• Quanto ao teor alcoólico em: cerveja sem álcool e cerveja com álcool, sendo cerveja de baixo teor alcoólico: a que tiver mais de 0,5 até 2,0% de álcool, cerveja de médio teor alcoólico: a que tiver mais de 2 até 4,5% de álcool e cerveja de alto teor alcoólico: a que tiver mais de 4,5 a 7% de álcool
• Quanto à proporção de malte de cevada em: cerveja puro malte – aquela que possuir 100% de malte de cevada, em peso, sobre o extrato primitivo, como fonte de açúcares; Cerveja – aquela que possuir proporção de malte de cevada maior ou igual a 50%, em peso, sobre o extrato primitivo, como fonte de açúcares e; cerveja com o nome do vegetal predominante – aquela que possuir proporção de malte de cevada maior do que 20% e menor do que 50%, em peso, sobre o extrato primitivo, como fonte de açúcares.
• Quanto a fermentação: de baixa fermentação e de alta fermentação.
Dentro de cada grupo, existem os subgrupos. Por exemplo, do grupo das Lagers, nascem as conhecidas Pilseners ou Pilsen. Entendendo melhor e aprendendo sobre as suas características, diferenças e semelhanças, podemos apreciar ainda mais nossa bebida preferida, que é a maravilhosa cerveja.

Fonte: www.bierlife.com.br e www.cervesia.com.br

terça-feira, 25 de maio de 2010

A História da Cerveja em Petrópolis

A idéia inicial para esse artigo era de traçar um histórico da cerveja em um determinado período de tempo no Brasil. Porém, a história da cerveja é bastante complicada de ser contada devido a ser vasta e de haver pouca documentação. “Quanto à(s) primeira(s) fábrica(s), o estudo dessa época é dificílimo, pois as fábricas não produziam cerveja com marca alguma e geralmente vendiam, em barris, para os depósitos (comércio que nem sempre era só de cerveja), onde era vendida de várias formas, às vezes engarrafadas e com rótulos próprios”. Alem disso, as fábricas apareciam e desapareciam, e havia fusões, mudanças de donos em família e assim por diante. Resolvemos então, primeiramente, contar a história da cerveja em Petrópolis.

Petrópolis é uma cidade essencialmente cervejeira. Há mais de 150 anos já existem registros de produção de cervejas, seja em escala industrial, seja artesanalmente. Artesanalmente, já ouvi depoimento sobre uma “vovó” que fabricava a própria cerveja caseira, feita de milho, para bebê-la em casa no seu dia a dia. Outra “vovó” conta que seu pai trabalhava na antiga Companhia Bohêmia e que ela visitava com ele a velha fábrica. Que ali aprendeu que cerveja também “amadurece” se referindo a um dos processos de produção chamado de Maturação. Diz-se que o bom cheiro da cerveja impregnava o ar das redondezas.

Para contar mais um pouco da história da cerveja na cidade de Petrópolis, cronologicamente, citarei a seguir os registros mais antigos dessa atividade até a fundação da Bohêmia (Almanak Laemmert 1844-1899):

Como primeiro registro, em 1854, aparece pela primeira vez a fábrica de Luiz Augusto Chedel, situada na Villa Theresa, 143, em Petrópolis – RJ. Logo após aparece pela primeira vez a Imperial Fábrica de Cerveja Nacional de Henrique Leiden (já existente no município da Côrte), situada na Rua dos Artistas 6 e 8 (depois Rua 7 de abril e atualmente Rua Alfredo Pachá), em Petrópolis - RJ. A propaganda de sua cervejaria, em 1857, diz ser ele o introdutor deste ramo de indústria no Brasil.

Já em 1855, A Imperial Fábrica de Cerveja Nacional de Henrique Leiden & Cia. conta com 10 operários livres, nenhum escravo, sendo 8 homens e 2 mulheres. Entre 1856 e 1857, aparece um depósito na Rua dos Latoeiros, 60 (atual Rua Gonçalves Dias) no Rio de Janeiro - RJ, que comercializa a Cerveja Nacional da Fábrica da Garganta de Petrópolis e a Imperial Fábrica de Cerveja Nacional de Henrique Leiden, em Petrópolis, passa a ter como responsável Henrique Kremer, passando a se chamar Imperial Fábrica de Cerveja Nacional de Henrique Kremer.

Em uma Publicação de 1860, a fábrica de cerveja de Carlos Rey, em Petrópolis, passa a ter como responsável José Bernasconi e a Imperial Fábrica de Cerveja de Henrique Leiden, em Petrópolis, passa a ter como responsável Henrique Kremer. Então aparece pela primeira vez a fábrica de Thimóteo Durier, situada na Rua do Imperador, Petrópolis – Rj e também a fábrica de Joaquim Chidal (seria Augusto Chedel?), situada na Rua de Dona Januária (atual Rua Marechal Deodoro), Petrópolis - RJ. Outra fábrica, a de Pedro Gherard (Gerhardt) aparece, situada no Palatinado, Petrópolis - RJ.

Já em 1865, Com o falecimento de Henrique Kremer, foi constituída por seus herdeiros a firma Augusto Kremer & Cia e em 1868, aparece pela primeira vez a fábrica de F. Eppelsheimer, situada na Rua Aureliana, Petrópolis, Rio de Janeiro RJ. Neste mesmo ano, a fábrica de Joaquim Chidal muda para a Rua dos Protestantes (posteriormente Rua Dona Isabel, atual Treze de Maio), Petrópolis, Rio de Janeiro RJ.

Em 1869, a fábrica de cerveja de Luiz Augusto Chedel, na Villa Theresa, passa a ter como responsável João Becker.

Em 1876, 31 de agosto, na Cervejaria Augusto Kremer & Cia., separam-se, comercialmente, os sócios e cunhados, ficando Frederico Guilherme Lindscheid com a fábrica de Petrópolis - RJ, que passa a se chamar Imperial Fábrica de Cerveja Nacional e Augusto Kremer com a fábrica de Juiz de Fora - MG, que passa a se chamar Imperial Fábrica de Cerveja e Águas mineraes de Augusto Kremer e Cia.

E finalmente em 1898, agosto, é criada a Cervejaria Bohemia que fica com todos os bens da antecessora, a Imperial Fábrica de Cerveja Nacional e como diretores: Henrique Kremer e Guilherme Bradac.

Fonte: www.cervesia.com.br

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Cerveja faz bem a saúde

Fala-se muito sobre as propriedades benéficas do vinho, e quase nada sobre as da cerveja. Quase todos os efeitos positivos atribuídos ao vinho também se encontram na cerveja, e com um teor alcoólico menor. Conrad Seidl - O Papa da Cerveja